sábado, 14 de novembro de 2009

Antônio Carlos de Arruda Botelho - visconde e conde do Pinhal.

Antônio Carlos de Arruda Botelho, primeiro e único barão, visconde e conde do Pinhal, (Piracicaba, 23 de agosto de 1827 – São Carlos, 11 de março de 1901) foi um militar, político e empresário brasileiro. Levou a cabo o sonho de seu pai, Carlos José de Arruda Botelho, de fundar uma vila em suas terras. A 4 de novembro de 1857, fundou São Carlos do Pinhal (hoje São Carlos) em companhia do lavrador Jesuíno José Soares de Arruda.
Após se esforçar em prol da demarcação das terras da Sesmaria do Pinhal, adquirida por seu pai junto à Coroa portuguesa, e ali fundar São Carlos, Arruda Botelho tornou-se um importante líder da sociedade paulista durante o Segundo Império. Foi presidente da câmara de vereadores de Araraquara, chefe do Partido Liberal na região e na província, deputado e presidente da Assembléia Provincial, deputado geral e membro da lista tríplice de senador. Prestou, ainda, serviços ao Brasil na Guerra do Paraguai, cuidando da formação de corpos de voluntários e do abastecimento das tropas.
A 31 de dezembro de 1887, Antônio Carlos de Arruda Botelho conseguiu que todos os escravos de São Carlos do Pinhal obtivessem alforria, o que na prática significou antecipação à Lei Áurea.

Por seus méritos, recebeu os títulos de nobreza do Império de barão, visconde e conde do Pinhal.

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Diogo Botelho - 8°Governador do Brasil

Diogo Botelho governador do brasil
8º governador-geral do Brasil

Diogo Botelho era filho de Francisco Botelho (capitão de Tânger, estribeiro-mor do infante D. Fernando, do conselho de D. Sebastião) e de D. Brites de Castanheda, filha de Rui de Castanheda.

Feito moço fidalgo a 23 de Janeiro de 1565, acompanhou D. Sebastião a África e combateu em Alcácer Quibir, onde foi ferido e esteve cativo. Tomou partido pelo Prior do Crato, chegando a estar preso. Acabou por ser perdoado por Filipe I devido ao seu casamento com D. Maria Pereira, irmã de Pedro Álvares Pereira, secretário da corte.

Diogo Botelho, nomeado governador-geral do Brasil, em Fevereiro de 1601, exerceu o cargo de 1603 a 1607. Não se lhe deferiu o pedido de ir como vice-rei, mas o rei permitiu-lhe dispor de uma guarda pessoal de vinte homens. Com ele, partiram para o Brasil, um mineiro alemão e um padre agostinho, para passarem às minas de São Vicente, e o sargento-mor Diogo de Campos Moreno, autor do Livro de Rezão do Estado do Brasil e redactor da conquista do Maranhão. Foi o primeiro governador-geral que aportou em Pernambuco, onde nunca tinha estado nenhum governador.

Diogo Botelho tomou várias iniciativas no sentido de desenvolver as regiões menos povoadas. Ajudou Pêro Coelho de Sousa na tentativa de fundar a nova capitania do Ceará e, apesar de não ter sido bem sucedido, facilitou a posterior fundação efectiva desta capitania. Promoveu o descobrimento e exploração da costa entre o Rio Grande, o Maranhão e os ilhéus daquela região.

A sua passagem pela administração do Brasil ficou marcada com a campanha dos Aimorés que, apesar da violência, acabou por deixar os índios rebeldes completamente submetidos. Também os escravos africanos fugidos dos engenhos da Baía haviam fugido agrupando-se em grandes mocambos, mas com a ajuda dos índios Potiguares estes foram rapidamente capturados.

Para favorecer o incremento económico, o governador introduziu a pesca da baleia e apoiou os negócios relativos ao açúcar e pau-brasil. Os abusos em relação à Fazenda Real foram também castigados e diversos oficiais foram presos e enviados para Lisboa, bem como todos aqueles acusados de crimes graves. Para evitar estes abusos, propôs o estabelecimento de ordenados aos oficiais que ocupavam cargos da Fazenda, que antes se pagavam a eles próprios. A seu pedido, a Coroa enviou em sindicância o magistrado Sebastião de Carvalho. Com todas estas medidas fez elevar as rendas do Estado.

O governador opôs-se ao estabelecimento de novos conventos de frades e impediu que se introduzissem os de freiras. Também se opôs a doações perpétuas que haviam sido concedidas aos jesuítas, o que fez com que não fosse muito bem visto por estes padres. Outra queixa dos padres da Companhia, foi o facto de o governador ter-se intrometido na questão da educação e civilização dos índios, desaprovava os aldeamentos indígenas e defendia que deviam estar inseridos nos povoados.

Em virtude do crescente aumento dos lucros que desta colónia se retiravam, o Brasil era um crescente alvo de cobiça pelas diversas nações europeias. Os Holandeses continuaram a atacar os navios na zona da Baía e o governador foi obrigado a aumentar a vigilância.

Diogo Botelho era visto como um homem severo e rígido com os delinquentes, inteligente e honrado. Segundo Varnhagen era um “individuo mui distinto pelas suas luzes, probidade, carácter e tino de mando”. Conheça a pesquisadora

Árvore genealógia de DIOGO BOTELHO
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Outra orígem do sobrenome Botelho

Outra literatura da conta de mais uma origem para o sobrenome, esse apelido Português BOTELHO era um nome para um produtor profissional de algas. O nome foi originalmente proferida em Old Português como BOTHELHO.

Sobrenomes Portugueses partilham de muitas das características de sobrenomes espanhóis, em especial influência árabe e visigótica. Uma característica notável de apelidos Portugueses são a classe dos nomes referentes às festas religiosas da Igreja ou atributos da Virgem Maria. Um aspecto no qual nomes Portugueses diferem dos demais nomes da Península Ibérica, é que alguns foram aprovados em uma data relativamente tardia e honra santos que não deram origem a sobrenomes em outros idiomas.

Nomes Portugueses geralmente têm a terminação «EIRO". Muitos dos nomes da família moderna em toda a Europa refletem a profissão ou ocupação do seu forbears na Idade Média e derivam da posição detida pelos seus antepassados, na aldeia, nobre família ou comunidade religiosa em que eles viveram e trabalharam. A adição de sua profissão para o seu nome de nascimento tornou mais fácil para identificar individualmente os comerciantes e artesãos. Como gerações passadas e as famílias migrantes, de modo a identificar nomes originais desenvolvidos em versões mais simples do corrompido, mas que reconhecemos até hoje.

Ao longo dos séculos, a maioria das pessoas na Europa tem aceitado seu sobrenome como um fato da vida, como irrevogável como um ato de Deus. Por mais que o indivíduo possa ter gostado ou não do apelido, eles foram presos a ele, e as pessoas raramente mudou-os por escolha pessoal. A forma mais comum de variação foi de fato involuntário, quando algum funcionário errava na escrita na hora do registro, isso era comum entre as classes humildes da sociedade europeia, e especialmente entre as pessoas analfabetas, os indivíduos estavam dispostos a aceitar os erros dos funcionários, advogados e padres, oficialmente como uma nova versão do seu apelido, tal como já tinha aceitado o apelido inicial de nascimento.
Na América do Norte, os problemas linguísticos confrontando funcionários da imigração em Ellis Island, no século 19 foram lendários como uma fonte prolífica de Anglicização.

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A orígem do nome Botelho, em Portugal